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No dia 12, ás 18h.15, o Papa chegou à esplanada, completamente cheia de peregrinos tendo nas mãos o terço que tanto rezaram, pelas as intenções por aqueles que doentes não puderam ir, e pelo Papa que tanto lhes pedira que que rezassem por ele.

Quando o Papa se dirigiu para a capelinha das aparições já o recinto estava cheio. E foi então que, quebrando o protocolo, desceu do papamóvel e avançou a pé até à capelinha onde, depois de ter depositado rosas aos pés da imagem de Nossa Sra. de Fátima rezou, primeiro em silêncio, depois juntamente com os peregrinos.

Finda a oração dirigiu-se novamente para a Casa de Nossa Senhora do Carmo.

Às 21h00 o Papa Francisco voltou para a capelinha das aparições, onde presidiu à bênção das velas, começando por acender a sua vela no círio, para depois acender nela outras velas. É assim que sempre começa esta bênção, passando a chama de vela em vela até que todo o santuário se ilumine num enorme mar de luz, desta vez com cerca de um milhão de pessoas de 55 países.

A seguir rezou-se o terço com o Santo Padre, em várias línguas, sendo a primeira dezena dita em língua portuguesa e em língua árabe.

Seguiu-se a Procissão das velas onde a imagem de Nossa Senhora foi levada até junto do altar-mor para a celebração da eucaristia.

O cansaço da viagem e o adiantado da hora levaram a que o Santo Padre se recolhesse então. A missa foi presidida pelo Cardeal Paroli, Secretário de Estado do Vaticano.

Foram muitos os que permaneceram toda a noite em vigília de oração.

No dia seguinte, a 13 de Maio, eram 10h00 quando o Santo Padre se dirigiu para o altar-mor, de onde pôde avistar a procissão que levava a imagem da Nossa Senhora de Fátima para junto do altar.

Procedeu-se ao rito de Canonização dos pastorinhos Jacinta e Francisco Marto – as primeiras crianças não mártires, a serem canonizadas.  Crianças a quem Nossa Senhora apareceu e perguntou: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser mandar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?” e que juntamente com a sua prima Lúcia responderam que sim, cumprindo a promessa ao pedido da Virgem, vendo a sua vida para sempre transformada numa entrega total a Deus, para resgate das almas.

Na oração dos fiéis, uma das orações foi dita em língua árabe.

A cerimónia terminou com a adoração ao Santíssimo e a bênção dos doentes.

E foi um Papa Francisco visivelmente comovido que, de lenço branco na mão acenou à Virgem, despedindo-se dela, como todos os peregrinos naquele santuário de Fátima. Um verdadeiro mar branco dos lenços com que todos acenavam.

Depois de uma brevíssima refeição, aclamado por uma multidão que acorreu a despedir-se dele nas ruas de Fátima, o Papa Francisco regressou a Roma. Aos jornalistas que com ele seguiram a bordo, daria uma breve conferência de imprensa.

Estava assim concluída uma visita de 23 horas a Portugal. Uma visita relâmpago  cheia de emoções e espiritualidade.

A Lugar-Tenência da OCSSJ esteve representada por uma delegação de mais de 50 Cavaleiros e Damas. Presentes igualmente representações das Lugar-Tenências de Espanha Oreintal, França, Irlanda e Canadà.

Homilia do Santo Padre na eucaristia de 13 de Maio

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