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VATICANO – No dia 29, do passado mês de Junho, o Embaixador Visconti di Modrone começou a exercer as suas novas funções de Governador Geral da Ordem Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém. Comunicação, coerência e unidade são as suas palavras de ordem.

Não há ninguém mais rodado nas engrenagens diplomáticas. O novo Governador Geral da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém (OCSSJ) pensa tirar partido da sua experiência de diplomata para o seu mandato de quatro anos que agora começa. É-lhe confiada a missão de coordenar a actividade de cerca de trinta mil “Cavaleiros” e “Damas” desta instituição ao serviço da Igreja da Terra Santa, refundada em 1847 pelo Papa Pio IX e inspirada nas ordens de Cavalaria da Idade Média. E isto na Jordânia, na Palestina, em Israel e em Chipre, sob a jurisdição do Patriarca Latino de Jerusalém. Sobretudo numa perspectiva social e caritativa.

Na sua entrevista exclusiva ao Serviço de Comunicação do Grande Magistério da Ordem do Santo Sepulcro, Leonardo Visconti de Modone, o novo Governador, que iniciou oficialmente as suas funções no dia 29 de Junho de 2017, exprimiu o seu desejo de pôr à disposição da Ordem a “sua experiência de diálogo” fruto de 40 anos de carreira passados nas antecâmaras do planeta. “Servi o meu país, durante a minha carreira diplomática como embaixador, o que me permitiu criar relações de primeiro plano num âmbito internacional o que será certamente útil à nossa instituição pontifícia cuja dimensão é universal”. Para tal, o Conde Leonardo Visconti di Modrone tem já o plano de visitar as diferentes Lugar-Tenências e Delegações Magistrais que estruturam a vida da Ordem nos diferentes continentes e que são, nas suas próprias palavras, “um pouco como as embaixadas são para os governos”. A Ordem é composta por mais de 60 Lugar-Tenências e Delegações Magistrais em quase 40 países. Não é por acaso que uma das primeiras tarefas importantes será a próxima assembleia quinquenal “a Consulta” de 2018 que reúne todos os responsáveis da Ordem. Ocasião para a redacção de novos estatutos com o fim de adaptar a ordem aos novos desafios que a esperam. E reptos não lhe faltarão.

“Urgência para a coerência” 

Há, antes de mais o desejo de “aumentar” ainda a comunicação da Instituição. Avaliando a importância da Ordem para a Igreja e a sociedade, o novo Governador estima que a opinião pública e o mundo político não conhecem bem o seu papel. Desde logo, mais comunicação permitiria à Ordem “participar em iniciativas em favor da justiça e da paz nesta região do mundo (N.T. Médio Oriente) onde as populações aspiram à fraternidade e serenidade no diálogo entre culturas e no respeito das diferentes tradições religiosas.

Prioridade será também dada à “coerência evangélica” para melhorar o funcionamento da Ordem. O novo Governador não hesita em lembrar que há “urgência na coerência”. Para isto há uma linha a seguir: a humildade. “Devemos dar menos importância ao sinal exterior da nossa pertença à Ordem e privilegiar o nosso compromisso intimo, espiritual para interiorizar profundamente o nosso combate pelo diálogo e a justiça social na Terra Santa”. Seguindo os passos do Papa Francisco, apela os membros da Ordem a abandonarem “tudo o que de perto ou de longe possa evocar vaidade, orgulho e “mundanidade”. Para isso lança um apelo veemente a todos os membros: “as celebrações litúrgicas não devem ser sobredimensionadas em relação à nossa dimensão de solidariedade, elas não têm sentido senão para alimentar espiritualmente o nosso compromisso ao serviço das obras da Igreja nos territórios bíblicos que o Papa confia à nossa solicitude”.

Por fim, o novo Governador convida todos os membros da Ordem à unidade”. Intimamente convencido que a Terra Santa “onde Deus feito homem e deu a sua vida” para lhe “ pode-lhes ensinara viver como irmãos”. O Governador da Ordem pede ainda a todos os seus membros a que “reforcem a sua participação efectiva na resolução dos problemas da Terra Santa, especialmente indo o maior número de vezes possível   em peregrinação à Terra Santa e contactando com as pessoas”. “Temos, conclui, de criar sinergias locais com todas as forças políticas, sociais e económicas desejosas de favorecer a paz e a Justiça nestas terras de sofrimento e de esperança”.

Um resultado de 16,3 milhões de euros.

Neste novo cargo, que ora lhe compete, Leonardo Visconti sucede ao Conde Agostino Borromeo, em funções desde 2009 e que deixa o seu lugar depois de dois mandatos consecutivos de quatro anos.

Assim, Leonardo Visconti di Madrone, sobrinho do célebre realizador italiano Luchino Visconti, vai continuar o seu trabalho. Oriundo da família que reinou em Milão de 1277 a 1447, é membro do Grão Magistério da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém desde 2014. Pensa ter “muito a aprender” com as Damas e os Cavaleiros e conta com o apoio do Prof. Agostino Borromeo. Não deixou de prestar a sua homenagem ao seu predecessor “na continuidade do qual se quere inscrever e classifica de “florescente” o balanço dos seus mandatos. “Nunca tivemos tantos membros nem tantos donativos” realça o novo Governador.

De facto, numa apresentação, no passado mês de Maio, do balanço relativo ao último ano, este mostrava um resultado exepcional de 16,3 milhões de euros que é a demonstração de uma generosidade dos membros da Orem nunca igualada na história da Instituição como noticia o site do Grande Magistério por ocasião da reunião da Primavera de 20, que teve lugar nos passados dias 3 e 4 de Maio em Roma. Os membros do Grão Magistério reuniram-se com o Cardeal O’Brian, Grã- Mestre, na presença do Administrador Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, Mons. Pierbattista Pizzaballa. Nesta mesma assembleia, o Padre Imal Twal desposável pelos serviços administrativos e contabilísticos do Patriarcado apresentou o orçamento da Diocese da Terra Santa. Insistiu nas despesas a favor dos refugiados para os quais a Igreja Católica criou postos de trabalho nomeadamente no fabrico de terços feitos à mão e vendidos aos peregrinos. “A ajuda aos refugiados pelas paróquias representa a soma de 550 000 dólares” precisa o site do Grande magistério. No entanto o balanço do ano de 2016 mostrava um excedente para as Instituições e o Seminário de Beit Jala “permitindo compensar em parte o grande déficit do todo, avaliado em 5 milhões de dólares, sem contar com as dívidas da Universidade de Madaba. Razão pela qual, foi então anunciado um plano quinquenal, supervisionado por uma comissão nomeada pelo Administrador Apostólico, que terá brevemente como missão “favorecer o acompanhamento da gestão das escolas, sector essencial e estratégico da Igreja na Terra Santa que sofre ainda de falta de uma coordenação”.

Source : Terra santa.net

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